Cristiano Campos

Essa imagem mostra um enxame de abelhas sem ferrão da espécie mandaçaia (Melipona quadrifasciata) dentro de uma caixa do meliponário.
Podemos observar o
ninho em formação, com estruturas típicas dessas abelhas:

  • Discos de cria no centro, onde estão as células com ovos e larvas;
  • Envoltório de cera e própolis ao redor, que protege o ninho;
  • Abelhas operárias cuidando das crias e da manutenção do ambiente interno.

É uma colônia saudável e bem estruturada, indicando que as abelhas estão ativas e o enxame está em bom desenvolvimento.

Estantes lado externo da área do meliponário recanto das abelhas.

Estantes lado interno da área do meliponário recanto das abelhas.

Essa imagem mostra uma divisão de colônia de abelhas sem ferrão da espécie Mandaçaia (Melipona quadrifasciata), realizada em uma caixa racional de madeira — um método comum na meliponicultura para multiplicar enxames e fortalecer o meliponário.

🔍 Detalhes observados:

  • Trata-se claramente de uma divisão recente, pois o ninho ainda está em fase de estruturação. As abelhas estão reconstruindo e organizando os potes e o invólucro.
  • No centro, nota-se o início da área de cria, com discos sendo formados e operárias cuidando das larvas.
  • Nas laterais e na parte superior, há potes de mel e pólen (as estruturas arredondadas e mais claras), que servem como reserva alimentar — essencial para o fortalecimento do novo enxame.
  • A atividade intensa das operárias indica que a colônia está se adaptando bem à nova caixa e estabilizando o microclima interno.
  • O recipiente plástico com palitos colocado na caixa auxilia na alimentação artificial ou na manutenção da colônia, um suporte comum após a divisão para ajudar as abelhas no período de adaptação.

🌼 Conclusão:
A imagem retrata uma
divisão saudável e bem-sucedida de mandaçaias, em pleno processo de organização interna e fortalecimento das estruturas vitais (cria, mel e pólen). Com o manejo adequado, esse núcleo tende a se desenvolver rapidamente, tornando-se uma nova colônia produtiva.

Essa imagem mostra uma melgueira de abelhas sem ferrão da espécie Jataí (Tetragonisca angustula), instalada em uma caixa racional de madeira, típica da meliponicultura.

🔍 Análise detalhada:

  • Estrutura observada:
    A melgueira está
    totalmente ocupada pelos potes de mel, pequenas estruturas arredondadas e translúcidas, construídas com cerume (mistura de cera e própolis).
    O conteúdo dourado e brilhante dentro dos potes indica
    mel maduro e bem armazenado, pronto para ser colhido.
    Esses potes são menores e mais numerosos do que os da mandaçaia, o que é característico da espécie Jataí, que forma
    estruturas compactas e delicadas.
  • Estado do enxame:
    A colônia aparenta estar
    forte e em plena produção, com os potes bem preenchidos e dispostos de maneira organizada, sem sinais de fungos, umidade excessiva ou material degradado.
    Essa uniformidade sugere um ambiente
    saudável e equilibrado, com boa ventilação e temperatura controlada pelas próprias abelhas.
  • Função da estrutura:
    Essa parte da caixa — a
    melgueira — é o módulo destinado ao armazenamento de mel, separado da área de cria (que fica na caixa inferior).
    Isso facilita o
    manejo e a extração do mel sem interferir na área onde as abelhas cuidam das larvas e da rainha.
    A presença de tantos potes cheios indica que o
    fluxo de néctar está forte, possivelmente durante um período de florada intensa.

🌺 Conclusão:
A imagem mostra uma
melgueira de Jataí em excelente estado, com abundância de potes de mel bem construídos e cheios, sinal de que a colônia está vigorosa e bem manejada.
Esse é o tipo de formação que demonstra
sucesso na adaptação e produtividade das abelhas, refletindo um trabalho cuidadoso do meliponicultor e um ambiente natural favorável à coleta de néctar.

Essa imagem mostra um meliponário urbano de abelhas sem ferrão da espécie Melipona scutellaris, conhecida como Uruçu Nordestina, uma das espécies mais importantes e produtivas do Nordeste.

Podemos ver três caixas racionais de madeira empilhadas, instaladas em local protegido, ventilado e com boa iluminação — condições ideais para o desenvolvimento saudável das colônias. As caixas estão bem vedadas e identificadas, seguindo o manejo racional da meliponicultura.

Na frente das colmeias, há intensa movimentação de abelhas, indicando colônias fortes e ativas, possivelmente em período de florada ou de voo de orientação.

O ambiente ao redor, com plantas e sombra natural, favorece o microclima e auxilia na coleta de néctar e pólen.
Essa imagem representa um exemplo claro de
meliponicultura sustentável, integrando conservação ambiental e produção de mel da Uruçu Nordestina, uma espécie símbolo da biodiversidade do Nordeste.

🐝 Divisão de Colônias de Abelhas Mandaçaia (Melipona mandacaia): Multiplicando a Vida no Meliponário

A divisão de colônias de abelhas sem ferrão, especialmente a Mandaçaia (Melipona mandacaia), é uma das práticas mais importantes na meliponicultura, permitindo o aumento do número de enxames e a expansão do meliponário. A Mandaçaia é uma abelha de grande porte, dócil e que constrói seus ninhos com uma organização notável.

🗓️ Época Ideal e Condição da Colmeia

A melhor época para realizar a divisão é geralmente durante a primavera e o verão (agosto a dezembro no Brasil), quando há maior oferta de néctar e pólen (florada) e maior presença de machos (zangões) na natureza, essenciais para o acasalamento da nova rainha.

Para o sucesso da divisão, a colônia-mãe deve estar forte e populosa, com boas reservas de alimento (mel e pólen) e um grande volume de favos de cria, indicando que a rainha está em plena postura.

🛠️ O Método da Divisão por Discos de Cria Madura (Mais Comum)

O método mais seguro e utilizado para a Mandaçaia é a divisão por discos de cria madura, que são aqueles que contêm abelhas prestes a nascer (pupando), apresentando uma coloração mais clara e amarronzada, diferente da cria "verde" (mais escura e recente).

  1. Preparação da Colmeia-Filha: Uma nova caixa de criação (modelo INPA ou similar) é preparada com cera mista, que serve como atrativo, e potes artificiais de alimento (mel e pólen, se necessário).
  2. Retirada dos Discos: A colmeia-mãe é aberta, e são retirados de dois a quatro favos de cria madura. É crucial que esses discos sejam manuseados com extremo cuidado para não danificar as células.
  3. Montagem: Os discos de cria madura são transferidos para a nova caixa (colmeia-filha) e fixados com pequenos pilares de cera para mantê-los suspensos.
  4. Doação de Campeiras (Abelhas Forrageiras): A colmeia-filha deve ser colocada no local exato onde estava a colmeia-mãe. A colmeia-mãe é movida para um novo local, a uma distância de pelo menos 3 a 5 metros.
  • Por que isso? As abelhas campeiras (as que buscam alimento) retornam automaticamente para o local de origem. Ao encontrar a nova caixa, elas entram nela, fornecendo a mão de obra essencial para iniciar a nova colônia.
  1. Desenvolvimento da Rainha: A colmeia-filha, agora com as campeiras e os discos maduros, não possui rainha. As abelhas jovens que nascerão dos discos maduros elegerão uma das larvas para se desenvolver como uma nova rainha (princesa).

⚠️ Cuidados Pós-Divisão

  • Alimentação Artificial: É altamente recomendável fornecer alimentação artificial (xarope de açúcar ou mel diluído) para a colmeia-filha nos dias seguintes à divisão, pois as campeiras precisam de tempo para estabelecer o fluxo de coleta no novo local.
  • Vedação: A nova caixa deve ser bem vedada com fita crepe para evitar a entrada de pragas como o forídeo ou formigas.
  • Monitoramento: Após 30 a 40 dias, a colmeia-filha deve ser revisada para confirmar o nascimento da nova rainha e o início da postura de novos ovos.

A divisão é um manejo que, quando realizado corretamente e no período certo, garante o crescimento sustentável do seu plantel de Mandaçaia.

Gostaria de saber mais sobre a alimentação artificial ideal para a Mandaçaia após a divisão?

🐝 Divisão de Colônias de Abelhas Mandaçaia (Melipona mandacaia): Multiplicando a Vida no Meliponário

A divisão de colônias de abelhas sem ferrão, especialmente a Mandaçaia (Melipona mandacaia), é uma das práticas mais importantes na meliponicultura, permitindo o aumento do número de enxames e a expansão do meliponário. A Mandaçaia é uma abelha de grande porte, dócil e que constrói seus ninhos com uma organização notável.

🗓️ Época Ideal e Condição da Colmeia

A melhor época para realizar a divisão é geralmente durante a primavera e o verão (agosto a dezembro no Brasil), quando há maior oferta de néctar e pólen (florada) e maior presença de machos (zangões) na natureza, essenciais para o acasalamento da nova rainha.

Para o sucesso da divisão, a colônia-mãe deve estar forte e populosa, com boas reservas de alimento (mel e pólen) e um grande volume de favos de cria, indicando que a rainha está em plena postura.

🛠️ O Método da Divisão por Discos de Cria Madura (Mais Comum)

O método mais seguro e utilizado para a Mandaçaia é a divisão por discos de cria madura, que são aqueles que contêm abelhas prestes a nascer (pupando), apresentando uma coloração mais clara e amarronzada, diferente da cria "verde" (mais escura e recente).

  1. Preparação da Colmeia-Filha: Uma nova caixa de criação (modelo INPA ou similar) é preparada com cera mista, que serve como atrativo, e potes artificiais de alimento (mel e pólen, se necessário).
  2. Retirada dos Discos: A colmeia-mãe é aberta, e são retirados de dois a quatro favos de cria madura. É crucial que esses discos sejam manuseados com extremo cuidado para não danificar as células.
  3. Montagem: Os discos de cria madura são transferidos para a nova caixa (colmeia-filha) e fixados com pequenos pilares de cera para mantê-los suspensos.
  4. Doação de Campeiras (Abelhas Forrageiras): A colmeia-filha deve ser colocada no local exato onde estava a colmeia-mãe. A colmeia-mãe é movida para um novo local, a uma distância de pelo menos 3 a 5 metros.
  • Por que isso? As abelhas campeiras (as que buscam alimento) retornam automaticamente para o local de origem. Ao encontrar a nova caixa, elas entram nela, fornecendo a mão de obra essencial para iniciar a nova colônia.
  1. Desenvolvimento da Rainha: A colmeia-filha, agora com as campeiras e os discos maduros, não possui rainha. As abelhas jovens que nascerão dos discos maduros elegerão uma das larvas para se desenvolver como uma nova rainha (princesa).

⚠️ Cuidados Pós-Divisão

  • Alimentação Artificial: É altamente recomendável fornecer alimentação artificial (xarope de açúcar ou mel diluído) para a colmeia-filha nos dias seguintes à divisão, pois as campeiras precisam de tempo para estabelecer o fluxo de coleta no novo local.
  • Vedação: A nova caixa deve ser bem vedada com fita crepe para evitar a entrada de pragas como o forídeo ou formigas.
  • Monitoramento: Após 30 a 40 dias, a colmeia-filha deve ser revisada para confirmar o nascimento da nova rainha e o início da postura de novos ovos.

A divisão é um manejo que, quando realizado corretamente e no período certo, garante o crescimento sustentável do seu plantel de Mandaçaia.

Gostaria de saber mais sobre a alimentação artificial ideal para a Mandaçaia após a divisão?

🍯 Coleta de Cera Mista na Divisão de Mandaçaia: O Recurso Vital

A cera mista é um elemento fundamental e de alto valor biológico para as abelhas sem ferrão do gênero Melipona, como a Mandaçaia (Melipona mandacaia). Ela é chamada de "mista" porque não é pura cera de abelha, mas sim uma mistura complexa de cera produzida pelas glândulas das próprias abelhas, resinas e própolis. Esse material é usado na construção dos potes de alimento, no invólucro que isola a colônia, e para a fixação dos discos de cria.

🧱 A Importância da Cera Mista na Colmeia

A cera mista é indispensável no manejo de divisão, pois ela funciona como um material de construção e um atrativo biológico para a colônia-filha.

  • Estrutura: Na nova caixa, ela é usada para fixar os discos de cria transferidos da colmeia-mãe.
  • Atração/Odontologia: O odor e a composição química da cera mista contêm feromônios e substâncias que conferem à nova caixa um cheiro familiar, essencial para que as abelhas campeiras, que retornarão ao local, aceitem e se estabeleçam rapidamente na colônia-filha.

🧺 Coletando Cera Mista Durante a Divisão

A coleta deve ser feita na colônia-mãe no mesmo momento da divisão, garantindo que o material seja fresco e rico em feromônios.

  1. Do Invólucro (Batume): É a fonte mais comum. O invólucro de proteção que rodeia os discos de cria (chamado de batume) é rico em cera e própolis. Ao abrir a colmeia-mãe para retirar os discos de cria madura, você pode raspar cuidadosamente o excesso de batume das laterais da caixa.
  2. Dos Potes Antigos: Potes de mel e pólen que já foram esvaziados e abandonados pelas abelhas (potes velhos) também são compostos de cera mista e podem ser removidos.

🛠️ Utilizando a Cera Mista na Colmeia-Filha

A cera mista coletada é utilizada imediatamente na nova caixa para:

  • Fixação dos Discos: A cera é levemente aquecida (com o calor das mãos ou de forma indireta) até ficar maleável, e é moldada em pequenas "colunas" ou pilares para fixar os discos de cria madura na parte superior da caixa. Isso impede que os discos caiam e garante a ventilação natural por baixo deles.
  • Atrativo: Uma pequena porção da cera mista pode ser espalhada sutilmente nas paredes internas da nova caixa e na entrada (bico ou pito), potencializando o reconhecimento da colmeia pelas abelhas.

O uso da cera mista autêntica da própria espécie é muito mais eficiente do que o uso de cera de Apis mellifera (abelha europeia) ou materiais sintéticos, pois ela transporta o "cheiro de casa" vital para o sucesso da aceitação da colmeia-filha.

Você gostaria de saber mais sobre como fazer a transferência e fixação dos discos de cria usando essa cera mista?


* A partir de 2026 estaremos prestando serviços de atendimento a domicilio e via vídeos chamadas:

 - Colheitas de mel;

 - Transferências de caixas ou da isca para a caixa;

 - Acessória e mentora em manejos com os enxames;

 - Divisões de enxames;

 - Acessória com iscas e capturas de ASF;

Para maiores informações e valores, entre em contato conosco pelo nosso WhatsApp.

Contate-nos

Ficha de Pedidos de Caixas de ASF - *Somente retirada no local! - Igrejinha/RS - Brazil.

Serviços

🍯 Manejo para Colheita de Mel da Jataí

A colheita de mel da abelha Jataí (Tetragonisca angustula) deve ser feita com cuidado e em um período com boas floradas.

  1. Observação: O mel fica armazenado em pequenos potes dentro do ninho.
  2. Instrumentos: Utilize ferramentas limpas e esterilizadas (como uma faca fina ou bisturi) e um recipiente para o mel.
  3. Acesso: O acesso aos potes deve ser feito pela parte superior da caixa (melgueira), removendo a cera de proteção (batume) com suavidade.
  4. Colheita: Perfure e drene cuidadosamente o mel dos potes diretamente para o recipiente ou utilize uma seringa limpa para aspiração. Não retire todos os potes, deixando sempre uma reserva para a sobrevivência da colônia.
  5. Fechamento: Recoloque a tampa da colmeia de forma que não haja frestas para evitar a entrada de forídeos (mosca-do-mel) e predadores.

Atenção: A Jataí é dócil, mas o manejo deve ser rápido para não estressar a colônia.

🍯 Manejo para Colheita de Própolis da Jataí

A abelha Jataí (Tetragonisca angustula) produz o própolis (ou batume) em grandes quantidades para defender e vedar a entrada e o interior da colmeia.

  1. Observação: O própolis é uma substância escura e resinosa, geralmente acumulada no tubo de entrada e nas frestas da caixa.
  2. Método: O método mais comum é a raspagem. Com uma ferramenta limpa e esterilizada (como uma espátula ou formão de apicultor), raspe cuidadosamente o excesso de própolis acumulado nas laterais e na tampa interna da caixa (fácil acesso).
  3. Coleta: Armazene o material raspado em um recipiente hermético e limpo.
  4. Atenção: Retire apenas o excesso, garantindo que a colmeia mantenha seu revestimento interno e a proteção da entrada para evitar o estresse e a vulnerabilidade da colônia.

A transferência da abelha Jataí (Tetragonisca angustula) utilizando a luz vermelha é uma técnica excelente para garantir o bem-estar da colônia e a organização do enxame.

Aqui está um resumo prático de como e por que fazer esse procedimento:

Por que usar a luz vermelha?

As abelhas Jataí, como a maioria das abelhas sem ferrão, são "cegas" para o espectro da luz vermelha. Ao realizar a transferência em um ambiente escuro iluminado apenas por uma lanterna ou lâmpada vermelha:

Reduz o estresse: As abelhas não percebem a abertura da colônia e permanecem calmas sobre os discos de cria.

Evita a revoada: Elas não voam em direção ao seu rosto ou lâmpadas comuns, evitando que se percam ou morram durante o processo.

Organização: Você consegue manipular o ninho com precisão sem ser "atacado" ou causar um alvoroço no enxame.

Passo a Passo da Transferência

Preparação: Escolha um local fechado e escuro. Use uma lanterna com filtro vermelho (pode ser papel celofane) ou uma lâmpada LED vermelha.

Abertura da Isca: Corte o pet da isca com cuidado. Com a luz vermelha, você notará que as abelhas mal se movem, facilitando a identificação da estrutura.

Manejo do Ninho: Retire o ninho (discos de cria) com cuidado para não virar os discos de cabeça para baixo. Posicione-os na nova caixa sobre pequenos calços de cera ou palitos, mantendo o espaço de circulação por baixo.

Alimento e Vedação: Transfira alguns potes de pólen e mel (apenas se estiverem íntegros e sem vazamentos). Se algum pote estourar, não coloque na caixa para evitar atrair forídeos.

Finalização: Feche a caixa e use fita crepe em todas as frestas. Leve a caixa para o local definitivo e abra a entrada.

Dica de Ouro: O uso da luz vermelha é o segredo dos meliponicultores experientes para evitar a perda de campeiras e garantir que a rainha não sofra acidentes durante a mudança.


Mural de Recados - Recanto das Abelhas

🐝 Recanto das Abelhas

Mural de Observações e Recados